A endometriose é uma doença inflamatória crônica que afeta milhões de mulheres em idade reprodutiva. Caracteriza-se pela presença de tecido semelhante ao endométrio (revestimento interno do útero) fora da cavidade uterina, provocando inflamação, dor e, em alguns casos, infertilidade.

Apesar de ser uma condição relativamente comum, a endometriose ainda é pouco diagnosticada. Muitas mulheres passam anos acreditando que suas dores são “normais” ou parte natural da menstruação. Essa demora no diagnóstico pode levar à progressão da doença, maior impacto na qualidade de vida e maior complexidade no tratamento.
Ela pode afetar não apenas o sistema reprodutivo, mas também o intestino, a bexiga e, em casos mais raros, outras regiões do corpo. É considerada uma doença sistêmica, comimpacto físico, emocional e social.
Se você desconfia que pode ter endometriose ou já recebeu o diagnóstico, esta página foi feita para você.
Quem é o médico que trata endometriose?
A endometriose deve ser acompanhada por ginecologista com experiência específica na doença, especialmente quando há suspeita de formas profundas, dor persistente ou infertilidade associada.
O profissional mais indicado é o ginecologista especialista em endometriose e em cirurgia minimamente invasiva (videolaparoscopia), capacitado para realizar diagnóstico preciso, interpretar exames específicos da doença e indicar tratamento clínico individualizado e, quando necessário, conduzir cirurgia complexa com segurança e preservação da fertilidade.
A Dra. Lorena Cerutti é médica ginecologista experiente na realização de videolaparoscopia, a cirurgia mais realizada para o tratamento desse tipo de lesão.

O consultório da Dra. Lorena fica localizado no bairro Bela Vista, em São Paulo – SP e a avaliação pode ser realizada presencial ou online de todo Brasil.
O que é endometriose?
A endometriose é uma doença inflamatória crônica em que tecido semelhante ao endométrio (revestimento interno do útero) cresce fora da cavidade uterina.
Esse tecido pode se implantar em:
• Ovários
• Trompas
• Ligamentos do útero
• Intestino
• Bexiga
• Diafragma

Como responde aos hormônios do ciclo menstrual, ele pode sangrar e inflamar a cada mês, causando dor intensa e, em alguns casos, aderências e infertilidade.
Endometriose não é “cólica forte”. Não é exagero. É uma condição médica que precisa de avaliação especializada.
O que causa a endometriose?
Essa é uma das perguntas que eu mais escuto no consultório: “Mas afinal, o que causa a endometriose?”
A verdade é que a ciência ainda não descobriu uma causa única. Acontece por uma combinação de fatores do próprio corpo da mulher. Ou seja: não é culpa sua e você não fez nada para causar isso.
Veja o que sabemos até hoje:
Menstruação Retrógrada: aquela que “volta para dentro da barriga”
Durante a menstruação, o sangue deveria sair apenas pela vagina. Mas em muitas mulheres, uma pequena parte desse sangue pode “voltar” pelas trompas e cair dentro da pelve (região interna da barriga). Isso é chamado de menstruação retrógrada.
Essas células podem se fixar fora do útero e começar a crescer em lugares onde não deveriam estar.
Importante: muitas mulheres têm isso e não desenvolvem endometriose. Então essa não é a única explicação.

Tendência da família
Se sua mãe ou irmã tem endometriose, seu risco é maior.
Isso mostra que existe uma predisposição genética, ou seja, algumas mulheres já nascem com maior chance de desenvolver a doença.

Alteração no sistema de defesa do corpo
Nosso organismo tem um sistema de defesa que elimina células que estão “fora do lugar”.
Na endometriose, pode haver uma falha nessa defesa, permitindo que essas células sobrevivam e cresçam fora do útero.
Influência dos hormônios
A endometriose depende do hormônio estrogênio para crescer.
Por isso:
• É mais comum na idade fértil
• Pode melhorar na menopausa
• Muitas vezes é tratada com medicamentos hormonais
Por que o diagnóstico da endometriose ainda demora?
O diagnóstico de endometriose pode levar anos.
Isso acontece porque:
• A dor menstrual intensa ainda é normalizada
• Nem todo ultrassom identifica a doença
• Muitas pacientes passam por diversos médicos antes do diagnóstico correto
A média de atraso diagnóstico pode ultrapassar 7 anos e por isso a avaliação com ginecologista especialista em endometriose faz diferença.

Quais são os sintomas da endometriose?
O que as pacientes com endometriose sentem varia bastante. Algumas mulheres têm dor intensa; outras descobrem a doença apenas ao investigar a dificuldade de engravidar.
Principais sintomas da endometriose:
• Cólicas menstruais muito fortes (principalmente se pioram ao longo dos anos)
• Dor pélvica fora do período menstrual
• Dor durante a relação sexual
• Dor para evacuar na menstruação
• Alterações intestinais cíclicas
• Dor para urinar durante o ciclo
• Sangramento menstrual intenso
• Dificuldade para engravidar
Se você apresenta esses sintomas, vale buscar avaliação especializada.

Endometriose dificulta engravidar?
Sim, a endometriose pode impactar a fertilidade.
Ela pode:
• Alterar a anatomia da pelve
• Obstruir trompas, atrapalhando na gravidez espontânea
• Gerar inflamação crônica
• Comprometer os ovários e, com isso, a qualidade dos óvulos
Entre mulheres com infertilidade, até 50% podem ter essa doença associada.

Como é feito o diagnóstico da endometriose?
O diagnóstico começa na consulta ginecológica, com escuta detalhada dos sintomas, associada a alguns exames de imagem. Os principais exames para diagnosticar endometriose são:
Ultrassom com preparo intestinal
É um exame especializado, muito mais detalhado que o ultrassom transvaginal realizado rotineiramente, feito por profissionais treinados para mapear endometriose profunda.
Ressonância magnética de pelve
Ajuda na localização da doença, principalmente antes de cirurgia.
Importante: exame normal não exclui endometriose superficial.
Em alguns casos, principalmente em casos de endometriose mais superficial, o diagnóstico definitivo ocorre apenas durante cirurgia por videolaparoscopia.
O que é endometriose profunda?
A endometriose profunda é a forma mais grave e infiltrativa da doença, ocorrendo quanto lesões de tecido endometrial invade orgãos a uma profundidade superior a 5 mm. Ela pode atingir:
• Intestino
• Bexiga
• Ligamentos do útero
• Septo retovaginal (região entre o reto e a vagina)
É frequentemente associada a dor intensa e sintomas intestinais cíclicos, ou seja, a paciente pode apresentar dificuldade para ir ao banheiro ou mesmo diarreia.
O tratamento pode exigir abordagem cirúrgica especializada.

O que é endometrioma?
O endometrioma é um cisto ovariano causado por endometriose, conhecido como “cisto de chocolate”, devido ao aspecto amarronzado.

Ele pode:
• Causar dor
• Reduzir reserva ovariana
• Dificultar a engravidar
Nem todo endometrioma precisa ser operado. A decisão deve considerar idade, sintomas e desejo reprodutivo.
Qual o tamanho do endometrioma que precisa ser operado?
Essa é uma das dúvidas mais comuns sobre endometrioma (cisto de endometriose no ovário): existe um tamanho específico que obrigatoriamente precisa de cirurgia?
A resposta é: não existe um número absoluto, mas há critérios que orientam a decisão.
De forma geral, considera-se avaliação cirúrgica quando o endometrioma apresenta 4 cm ou mais, especialmente se houver sintomas ou impacto na fertilidade. No entanto, o tamanho isolado não é o único fator decisivo.
Quando o endometrioma deve ser operado?
• Dor persistente que não melhora com tratamento clínico
• Endometrioma com 4 cm ou mais, principalmente se sintomático
• Crescimento progressivo do cisto
• Dúvida diagnóstica (quando não é possível descartar outro tipo de tumor)
• Planejamento de fertilização in vitro em casos selecionados
• Complicações como ruptura ou torção (situações raras).

Todo endometrioma maior que 4 cm precisa de cirurgia?
Não necessariamente.
Alguns endometriomas maiores podem ser apenas acompanhados, principalmente se:
• A paciente não tem dor
• Não há infertilidade associada
• A reserva ovariana já está reduzida
• Não há suspeita de malignidade
A cirurgia no ovário deve ser indicada com cautela, pois a retirada do cisto pode reduzir a reserva ovariana. Por isso, o planejamento é individualizado.
Quando não operar o endometrioma?
Pode-se optar por acompanhamento clínico quando:
• O cisto é pequeno (geralmente < 4 cm)
• A paciente está assintomática
• Há boa resposta ao tratamento hormonal
• Não há impacto na fertilidade

O mais importante: não é só o tamanho
Na prática, a decisão cirúrgica considera:
• Idade da paciente
• Intensidade da dor
• Desejo reprodutivo
• Reserva ovariana
• Presença de endometriose profunda associada
Ou seja, não se opera apenas pelo tamanho, mas pelo conjunto de fatores clínicos.
Tratamento da endometriose
O tratamento deve ser individualizado. Cada pessoa responde de um jeitos às medicações e até mesmo à cirurgia realizada. Por isso é tão importante uma consulta individualizada, com tempo para esclarecer as duvidas e alinhar as expectativas do tratamento.
Tratamento clínico da endometriose
• Anticoncepcional contínuo
• Progestagênios
• DIU hormonal (Mirena)

• Análogos de GnRH
• Controle da dor
O objetivo é reduzir estímulo hormonal e controlar sintomas, principalmente a dor e o sangramento.
Tratamento da endometriose com anticoncepcional: como funciona e quando é indicado?
O uso de anticoncepcional para endometriose é uma das estratégias mais utilizadas no tratamento clínico da doença. O objetivo não é “curar” a endometriose, mas controlar os sintomas e reduzir a progressão das lesões por meio do bloqueio ou da redução do estímulo hormonal.
A endometriose é uma doença estrogênio-dependente. Isso significa que o hormônio estrogênio estimula a atividade das lesões. O anticoncepcional, especialmente quando usado de forma contínua (sem pausa para menstruar), ajuda a:
• Reduzir ou suspender a menstruação
• Diminuir a inflamação local
• Reduzir cólicas intensas
• Controlar dor pélvica
Anticoncepcional sem pausa é melhor para endometriose?
Na maioria dos casos, sim. O uso contínuo evita a menstruação mensal, reduzindo o estímulo cíclico sobre as lesões e, consequentemente, diminuindo a dor.
Todo anticoncepcional serve para tratar endometriose?
Nem sempre. A escolha deve ser individualizada. Em alguns casos, pode-se optar por:
• Anticoncepcional combinado (estrogênio + progesterona)
• Progestagênio isolado (ex: desogestrel)
• DIU hormonal (dispositivo intrauterino), como o Mirena®
A decisão depende de fatores como intensidade da dor, idade, desejo reprodutivo e perfil de risco da paciente.

Anticoncepcional trata definitivamente a endometriose?
Não. O anticoncepcional controla os sintomas enquanto está sendo utilizado. Ao suspender o uso, os sintomas podem retornar.
Por isso, o tratamento da endometriose deve ser personalizado, considerando objetivos da paciente, como controle da dor ou planejamento de gestação.
DIU hormonal (Mirena®) no tratamento clínico da endometriose
O DIU hormonal (Mirena®) é uma opção eficaz no tratamento clínico da endometriose, especialmente para controle de dor e redução do fluxo menstrual. Ele libera levonorgestrel (um tipo de progesterona) diretamente dentro do útero, promovendo ação local com baixos níveis hormonais circulantes no sangue.
Como é uma doença estrogênio-dependente, o uso de progesterona ajuda a reduzir o estímulo sobre as lesões, diminuindo inflamação e dor.
Como o Mirena® ajuda na endometriose?

• Reduz significativamente o fluxo menstrual
• Pode levar à ausência de menstruação (amenorreia)
• Diminui cólicas menstruais
• Auxilia no controle da dor pélvica
Em muitas pacientes, a redução da menstruação já traz melhora importante dos sintomas.
O Mirena® trata todas as formas de endometriose?
O DIU hormonal é mais eficaz para controle de dor associada à menstruação e quadro clínico leve a moderado.
Em casos de endometriose profunda ou dor persistente, pode ser necessário associar outras medicações ou considerar abordagem cirúrgica.
Vantagens do Mirena® no tratamento da endometriose

• Longa duração (até 5-8 anos)
• Baixa dose hormonal sistêmica
• Método contraceptivo eficaz
• Praticidade (não depende de uso diário)
O DIU hormonal (Mirena®) pode ser inserido tanto em consultório quanto em centro cirúrgico, dependendo do perfil e da sensibilidade da paciente. Em mulheres que toleram bem exame ginecológico, a colocação costuma ser realizada no próprio consultório, com anestesia local e de forma rápida.
Já em pacientes com dor pélvica intensa, maior sensibilidade durante o exame ginecológico, histórico de experiências dolorosas ou maior ansiedade, a inserção pode ser feita em centro cirúrgico com sedação, proporcionando mais conforto e segurança durante o procedimento.
A escolha do DIU hormonal deve ser individualizada, considerando perfil da paciente, intensidade dos sintomas e planos reprodutivos.
Endometriose profunda vira câncer?
A endometriose profunda infiltrativa, apesar de mais agressiva do ponto de vista inflamatório e cirúrgico, raramente sofre transformação maligna. O principal problema dela é dor intensa e comprometimento de órgãos como intestino e bexiga, e não o câncer.
O acompanhamento da endometriose é importante?
Sim. O acompanhamento regular com ginecologista especialista permite:
• Monitorar cistos ovarianos
• Avaliar crescimento ou mudanças nas lesões
• Indicar cirurgia quando necessário
• Reduzir riscos e complicações
Quando a cirurgia para endometriose é indicada?

A cirurgia não é indicada para todas as pacientes.
Pode ser necessária quando:
• A dor persiste apesar do tratamento clínico
• Há endometriose profunda sintomática
• Existe comprometimento intestinal ou urinário
• A infertilidade está relacionada à distorção anatômica
• Há endometrioma sintomático
A cirurgia deve ser realizada por ginecologista especialista em cirurgia minimamente invasiva e com experiência em endometriose.
Cirurgia minimamente invasiva para endometriose
A técnica padrão é a videolaparoscopia.
Ela é feita através de pequenas incisões no abdome, utilizando câmera de alta definição.
Vantagens da cirurgia minimamente invasiva:
• Menor dor pós-operatória
• Recuperação mais rápida
• Menor tempo de internação
• Melhor visualização das lesões
• Menor risco de infecção
Casos complexos podem exigir equipe multidisciplinar (ex: cirurgião coloproctologista).
Escolher um especialista com experiência comprovada é fundamental para reduzir riscos e melhorar resultados.

Cirurgia robótica para endometriose
A cirurgia robótica para endometriose é uma evolução da cirurgia minimamente invasiva. Ela utiliza uma plataforma tecnológica que permite ao cirurgião operar com visão tridimensional ampliada (3D), movimentos extremamente precisos e maior estabilidade dos instrumentos.
Na prática, a cirurgia robótica também é realizada por pequenas incisões no abdômen, assim como a videolaparoscopia tradicional. A diferença está na tecnologia que auxilia o cirurgião.
Quais são as vantagens da cirurgia robótica na endometriose?
• Visão 3D de alta definição
• Maior precisão nos movimentos
• Melhor ergonomia para o cirurgião
• Facilidade na dissecção de áreas profundas e delicadas
• Potencial redução de sangramento em casos complexos
A cirurgia robótica pode ser especialmente útil em casos de doença profunda, quando há comprometimento de estruturas como intestino, bexiga, ureteres ou ligamentos profundos da pelve.
Cirurgia robótica é melhor que videolaparoscopia?

Não necessariamente. Tanto a cirurgia robótica quanto a videolaparoscopia são técnicas minimamente invasivas e seguras quando realizadas por especialista experiente. O mais importante não é apenas a tecnologia utilizada, mas sim a experiência do cirurgião no tratamento cirúrgico.
A indicação da cirurgia robótica deve ser individualizada, considerando:
• Extensão da doença
• Localização das lesões
• Necessidade de abordagem multidisciplinar
• Complexidade anatômica do caso
Em casos selecionados, a cirurgia robótica pode oferecer maior precisão técnica em regiões profundas e de difícil acesso, mantendo os benefícios da cirurgia minimamente invasiva: menor dor pós-operatória, recuperação mais rápida e menor tempo de internação.
Quais são os riscos da cirurgia para endometriose?
A cirurgia para endometriose, especialmente nos casos profundos, é considerada segura quando realizada por equipe experiente e com planejamento adequado. No entanto, como qualquer procedimento cirúrgico, envolve riscos que precisam ser discutidos de forma clara e transparente.
A avaliação individualizada é essencial para reduzir complicações e aumentar a segurança.
Principais riscos da cirurgia para endometriose:
• Sangramento durante ou após o procedimento
• Infecção na região operada
• Lesão de órgãos próximos, como intestino, bexiga ou ureteres
• Fístulas (comunicação anormal entre órgãos), em casos mais complexos
• Formação de aderências pós-operatórias
• Trombose venosa profunda (evento raro, mas possível)
• Recidiva da endometriose ao longo dos anos
Em casos de endometriose profunda intestinal, pode ser necessária ressecção de segmento do intestino, o que aumenta a complexidade da cirurgia e exige equipe multidisciplinar.
O que reduz os riscos da cirurgia para endometriose?
• Planejamento cirúrgico adequado com exames de imagem detalhados
• Cirurgião com experiência específica em endometriose
• Abordagem minimamente invasiva (videolaparoscopia ou cirurgia robótica)
• Equipe multidisciplinar quando há acometimento intestinal ou urinário
• Cuidados rigorosos no pós-operatório
É importante destacar que, quando bem indicada, a cirurgia pode proporcionar melhora significativa da dor e da qualidade de vida. O equilíbrio entre risco e benefício deve sempre ser discutido de forma individualizada.

Quando é necessário operar a endometriose junto com cirurgião geral ou do aparelho digestivo?
Em casos de endometriose profunda com acometimento intestinal, pode ser necessária a atuação conjunta do ginecologista com cirurgião geral ou especialista em aparelho digestivo. Isso ocorre principalmente quando a doença infiltra camadas mais profundas do intestino, especialmente o reto ou o sigmoide.
A participação desse especialista é indicada quando há:
• Lesões que comprometem a parede intestinal
• Estreitamento do lúmen do intestino
• Sintomas intestinais importantes (dor para evacuar, sangramento cíclico, constipação severa)
• Necessidade prevista de ressecção de segmento intestinal
Nessas situações, a cirurgia é planejada de forma multidisciplinar, garantindo maior segurança, precisão técnica e melhor recuperação pós-operatória.
A abordagem conjunta permite tratar a endometriose de forma completa, preservando função intestinal e reduzindo riscos de complicações.
Endometriose volta depois da cirurgia?
A endometriose é uma doença crônica e pode recidivar.
O risco depende de:
• Extensão da doença
• Idade da paciente
• Estratégia de tratamento pós-operatório
A retirada completa das lesões visíveis por cirurgião experiente reduz a chance de retorno dos sintomas.
Como é a recuperação após a cirurgia de endometriose?
A recuperação após a cirurgia depende da extensão da doença, do tipo de procedimento realizado e das condições individuais da paciente. Quando realizada por técnica minimamente invasiva, como videolaparoscopia ou cirurgia robótica, a recuperação costuma ser mais rápida e menos dolorosa do que nas cirurgias abertas.
De modo geral, a maioria das pacientes recebe alta hospitalar em 24 horas (ou até no mesmo dia, em casos selecionados).

Primeiros dias após a cirurgia de endometriose
A experiência de cada paciente é muito individual. Nos primeiros dias, é comum apresentar:
• Dor leve a moderada na região abdominal
• Sensação de distensão abdominal
• Dor nos ombros (relacionada ao gás utilizado na laparoscopia)
• Cansaço
A dor costuma ser controlada com analgésicos simples e melhora progressivamente ao longo da primeira semana.
Quanto tempo dura a recuperação da cirurgia de endometriose?
• Atividades leves: geralmente liberadas em poucos dias
• Retorno ao trabalho: entre 7 e 15 dias, dependendo da complexidade
• Atividade física intensa: normalmente após 30 dias
• Relações sexuais: geralmente liberadas após avaliação médica, em torno de 30-45 dias
Em casos de cirurgia intestinal associada, o tempo de recuperação pode ser um pouco maior.
A cirurgia de endometriose dói?
Quando realizada por técnica minimamente invasiva, a cirurgia costuma ter recuperação mais confortável do que muitas pacientes imaginam.
A dor mais intensa geralmente ocorre nas primeiras 48 horas e tende a melhorar rapidamente.
Além da recuperação física, é importante considerar que muitas mulheres relatam melhora significativa da dor crônica após a cirurgia, o que impacta positivamente qualidade de vida, sono e saúde mental.

O que ajuda na recuperação após cirurgia?
• Seguir corretamente as orientações médicas
• Caminhar precocemente (conforme liberação)
• Manter alimentação leve nos primeiros dias
• Evitar esforços físicos nas primeiras semanas
• Realizar acompanhamento pós-operatório
Cada caso deve ser avaliado de forma individualizada. O planejamento adequado e a execução cuidadosa da cirurgia influenciam diretamente na qualidade da recuperação.
A recuperação faz parte do tratamento e, quando bem orientada, costuma ser tranquila e progressiva.
Nutrição e endometriose: a alimentação pode ajudar no controle dos sintomas?
A nutrição na endometriose tem ganhado cada vez mais atenção, especialmente porque a doença possui um importante componente inflamatório. Embora a alimentação não “cure” a doença, ela pode contribuir para o controle da inflamação, melhora da dor e redução de sintomas intestinais associados.
A endometriose é considerada uma doença inflamatória e estrogênio-dependente. Portanto, estratégias alimentares que ajudem a modular inflamação e equilíbrio hormonal podem ser aliadas no tratamento clínico.
Como a alimentação pode impactar a endometriose?
Alguns padrões alimentares podem:
• Reduzir inflamação sistêmica
• Melhorar sintomas intestinais cíclicos
• Diminuir distensão abdominal
• Contribuir para equilíbrio hormonal
• Auxiliar no controle do peso (quando necessário)
Muitas pacientes relatam melhora da chamada “barriga de endometriose” após ajustes alimentares.

Existe dieta específica para endometriose?
Não existe uma única dieta padrão para todas as pacientes. O ideal é uma abordagem individualizada. De forma geral, costuma-se orientar:
• Redução de alimentos ultraprocessados
• Diminuição de açúcar refinado
• Moderação no consumo de álcool
• Aumento de vegetais, fibras e alimentos antioxidantes
• Avaliação individual de sensibilidade a glúten ou lactose
Algumas mulheres também se beneficiam de acompanhamento nutricional para manejo de sintomas intestinais associados.
Nutrição substitui tratamento médico da endometriose?
Não. A alimentação é parte complementar do tratamento. Em casos leves, pode ajudar no controle de sintomas. Já em quadros moderados ou graves, deve ser associada a tratamento hormonal ou cirúrgico, quando indicado.
A abordagem ideal da endometriose é multidisciplinar, integrando ginecologia, nutrição, fisioterapia pélvica e, quando necessário, saúde mental.
Fisioterapia pélvica e endometriose: quando é indicada?
A fisioterapia pélvica na endometriose é uma parte fundamental do tratamento multidisciplinar, especialmente para mulheres que apresentam dor pélvica crônica, dor na relação sexual ou tensão muscular associada.
A dor da endometriose não vem apenas das lesões. Com o tempo, o corpo pode desenvolver um mecanismo de defesa, contraindo involuntariamente a musculatura do assoalho pélvico. Essa contração constante pode perpetuar a dor, mesmo após controle hormonal ou cirurgia.

Como a fisioterapia pélvica ajuda na endometriose?
A fisioterapia atua principalmente em:
• Relaxamento da musculatura do assoalho pélvico
• Redução de pontos de dor no corpo (pontos gatilho)
• Melhora da dor na relação sexual (dispareunia)
• Reeducação muscular
• Melhora da função intestinal e urinária
Muitas pacientes apresentam hipertônus (excesso de tensão) muscular, que contribui para dor profunda e dificuldade na penetração.
Quando indicar fisioterapia pélvica na endometriose?
• Antes da cirurgia (para melhorar dor e preparo muscular)
• Após a cirurgia (para otimizar recuperação)
• Em casos de dor persistente mesmo com tratamento clínico
• Quando há dor na relação sexual
• Quando existe componente muscular associado à dor

Fisioterapia pélvica substitui cirurgia?
Não. A fisioterapia não remove lesões de endometriose. Porém, ela pode reduzir significativamente a dor muscular associada e melhorar qualidade de vida.
Em muitos casos, a combinação de tratamento hormonal, cirurgia (quando indicada) e fisioterapia pélvica oferece os melhores resultados.
A abordagem da endometriose deve ser global, tratando não apenas a doença em si, mas também as consequências que ela gera no corpo.
Endometriose tem cura?
A endometriose não é considerada uma doença com “cura definitiva”, mas é possível controlar a doença e proporcionar melhora significativa da qualidade de vida.
O tratamento adequado pode permitir:
• Redução importante da dor
• Retorno às atividades normais
• Melhora da fertilidade
• Planejamento reprodutivo seguro
Quando procurar especialista em endometriose?
Você deve buscar avaliação especializada se apresentar:
• Cólicas incapacitantes
• Dor na relação
• Sintomas intestinais na menstruação
• Infertilidade sem causa aparente
• Dor pélvica persistente
Quanto antes for feita a avaliação, maiores as chances de controle adequado.

Endometriose e qualidade de vida
A endometriose não afeta apenas o útero. Ela impacta:
• Vida profissional
• Relacionamentos
• Saúde mental
• Autoestima
• Planejamento familiar
A abordagem deve ser integral, respeitando as necessidades individuais de cada paciente.
Ainda tem dúvidas sobre endometriose ou precisa de avaliação ginecológica especializada?
Olá! Sou a Dra. Lorena Cerutti, médica ginecologista especialista em cirurgia minimamente invasiva e no tratamento da endometriose.
Atuo no diagnóstico, acompanhamento clínico e tratamento cirúrgico da endometriose, incluindo casos de endometriose profunda, endometrioma ovariano e dor pélvica crônica. Minha abordagem é individualizada, baseada em evidências científicas e focada não apenas no controle da doença, mas na melhora real da sua qualidade de vida.

Acredito que cada paciente deve participar ativamente das decisões sobre seu tratamento. Por isso, durante a consulta, discutimos todas as possibilidades, tratamento hormonal, acompanhamento clínico, cirurgia minimamente invasiva e abordagem multidisciplinar, sempre respeitando seus sintomas, seus planos reprodutivos e seus objetivos pessoais.
O cuidado com a endometriose vai além da cirurgia: envolve escuta atenta, planejamento estratégico e acompanhamento contínuo.
Se você convive com dor intensa, suspeita de endometriose ou já recebeu o diagnóstico e busca um tratamento especializado, clique no botão abaixo e agende sua consulta.
Você não precisa normalizar sua dor, existe tratamento adequado e individualizado para você.
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Dra., sua reportagem é esclarecedora!
Espero conseguir que minha filha se consulte com a senhora. Ela sofre a mais de 2 anos com dores intensas. Está sempre em Prontos Socorros, com remédios paliativos e não melhora.
Obrigada
Muito obrigada Angela, espero vê-la em breve!